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Exames Nacionais

Mais uma barreira para os estudantes

A avaliação contínua é a única que, tomando em conta as especificidades de cada aluno, é capaz de satisfazer as também específicas necessidades de cada um, podendo assim contribuir para o seu desenvolvimento integral.

Sob a pretensão de igualar as condições de acesso ao ensino superior, os exames nacionais não mais constituem que uma ferramenta de entrave ao ingresso no ensino superior, bem como um ataque à avaliação contínua.

As condições desiguais em que os diferentes estudantes são submetidos a exame tornam claro o seu verdadeiro objetivo. Frequentando turmas com perto de 30 alunos, nas quais a aprendizagem é dificultada, e que por vezes não têm um professor atribuído desde o início do ano, nem todos os estudantes têm a possibilidade de obter explicações fora da escola ou de comprar os manuais de apoio aos exames nacionais como compensação.

Mais ainda, não será de forma alguma possível que, num par de horas, o conhecimento edificado durante três anos seja verdadeira e eficazmente testado. Os exames nacionais ignoram aquele que deveria ser sempre o papel da escola, a contribuição para a formação integral do indivíduo, relegando a importância da mesma para o desenvolvimento de cada estudante.

A avaliação contínua é a única que, tomando em conta as especificidades de cada aluno, é capaz de satisfazer as também específicas necessidades de cada um, podendo assim contribuir para o seu desenvolvimento integral.

Vinte anos após a sua instauração, os exames e o numerus clausus (limite de vagas no acesso ao Ensino Superior) nacionais não perderam nem deixaram de servir o objetivo político a que se propuseram desde o primeiro dia. Constituem, aliás, o culminar dos factores de agravamento das desigualdades entre os estudantes, representando a elitização do ensino, para a qual tanto contribuíram as políticas de desinvestimento levadas a cabo pelos anteriores governos, aumentando os custos de frequência do ensino para valores incomportáveis para a maioria das famílias portuguesas.

Este ano, com o fim dos exames nacionais do 1.º ciclo, abre-se um novo caminho na luta pela defesa da avaliação justa e contínua, e é neste quadro político que a JCP reafirma junto dos estudantes que, pela luta é possível pôr fim aos exames nacionais e defender a escola pública, gratuita, democrática e de qualidade. A “Escola de Abril”, que é nosso direito consagrado na Constituição da República Portuguesa.

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