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Anúncio comum de organizações Comunistas, Progressistas e Anti-imperialistas de Juventude do mundo

Solidariedade com a Juventude e o Povo
dos EUA

As organizações comunistas, progressistas e anti-imperialistas de juventude, que assinam este anúncio comum, condenam os mais recentes actos criminosos nos EUA, o assassinato brutal do afro-americano George Floyd, pela polícia,  a violenta repressão e a tentativa de criminalização das lutas contra o racismo, as injustiças e as desigualdades sociais. Esses eventos expuseram mais uma vez a agressividade dos EUA e do seu governo Trump na ofensiva contra os trabalhadores e o povo dos Estados Unidos.

Os jovens norte-americanos estão entre as principais vítimas das políticas anti-populares das sucessivas administrações. Os crimes racistas, a violência policial e a repressão nunca pararam. Além disso milhões não têm casa. Não têm acesso à escola até aos mais elevados graus de ensino. Não têm acesso aos mais básicos cuidados de saúde. Vivem de empregos precários e mal pagos. São confrontados com graves flagelos sociais, como o racismo e a discriminação. Por isso protestam. Por isso resistem.

Os EUA procuram a todo o custo esconder o seu declínio, e a dramática situação vivida no país pelo povo,  pelo surto epidémico da COVID- 19, e pelas inadequadas medidas da Administração Trump, que agravaram o alcance das consequências sociais e económicas do surto.

Uma situação que veio expor a natureza do capitalismo e os flagelos sociais pelos quais é responsável, incluindo as enormes desigualdades e injustiças que marcam a realidade social dos EUA- como a falta de acesso a assistência médica ou a pobreza- que são consequências das políticas de sucessivas administrações norte-americanas, ao serviço do grande capital.

Emaranhados nas suas contradições, os EUA – mas também a maioria das “democracias liberais” ocidentais – dependem cada vez mais de meios puramente repressivos para tentar controlar o descontentamento popular, levando ao agravamento da brutalidade policial. O racismo e a discriminação aumentam, com o objetivo de dividir os trabalhadores, alimentando ainda mais a violência policial.

A situação vivida nos EUA veio expor de forma mais clara o sistema capitalista e a sua natureza exploradora, opressora, predadora e agressiva, bem como o papel do imperialismo norte americano que procura a todo o custo fazer face ao seu declínio e à crise  do capitalismo, impondo, em articulação com os seus aliados da NATO e da UE, agressões, ingerências e a guerra contra povos e países .

Os problemas do mundo não têm solução no sistema capitalista,  e são agravados pela ofensiva do imperialismo, particularmente dos EUA, e do aprofundamento das suas contradições , como ficou exposto pelo surto epidémico da COVID-19.

A solução passa pelo reforço da luta anti-imperialista, pela paz, pela soberania dos povos, pelos direitos dos trabalhadores, do povo e da Juventude,na luta pela superação revolucionária do sistema capitalista – pelo socialismo-que permanece necessário e actual.

Reafirmamos a nossa solidariedade com a juventude, os trabalhadores e o povo dos EUA e particularmente com os jovens comunistas norte-americanos, que estão hoje a lutar contra um dos mais antigos flagelos sociais, a exploração e contra a agressão da Administração Trump e que, face a todo o tipo ataques aos seus direitos, mantêm acesa a luta por uma sociedade diferente.

No capitalismo, não conseguimos respirar!

Solidariedade com a Juventude e o Povo!

Solidariedade com a luta Anti-imperialista!

  • Liga da Juventude Comunista de África do Sul
  • Juventude Socialista dos Trabalhadores Alemães.
  • Federação da Juventude Comunista da Argentina
  • Juventude Comunista da Áustria
  • União da Juventude do Bangladesh
  • COMAC, Bélgica
  • União da Juventude Comunista, Brasil
  • União da Juventude Socialista, Brasil
  • Organização de Juventude do Partido Africano da Independência de Cabo Verde-JPAI
  • Juventudes Comunistas do Chile
  • Organização da Juventude Democrática Unida, Chipre
  • Juventude Comunista Colombiana
  • Jovens socialistas do Partido Socialista do Trabalho da Croácia
  • Juventude Comunista da Dinamarca
  • União de Juventudes Comunistas de Espanha
  • Colectivos de jovens Comunistas, Espanha
  • Juventude Comunista dos Povos de Espanha
  • Juventude Comunista da Catalunha
  • Galiza Nova
  • Liga da Juventude Comunista do CPUSA
  • Liga dos Jovens Comunistas dos EUA
  • Movimento dos Jovens Comunistas de França
  • Liga da Juventude Comunista da Grã Bretanha
  • Juventude Comunista da Grécia
  • Federação da Juventude de toda a Índia
  • Federação dos Estudantes de toda a Índia
  • Juventude Tudeh do Irão
  • Juventude Comunista de Israel
  • Federação da Juventude Comunista Italiana
  • Frente da Juventude Comunista, Itália
  • Jovens Comunistas, Itália
  • Federação de Jovens Comunistas, México
  • Juventude Comunista do México
  • Federação Nacional da Juventude do Nepal
  • Movimento da Juventude Comunista dos Países Baixos.
  • Juventude Comunista Peruana
  • Juventude Comunista do Peru – Pátria Roja
  • União da Juventude Comunista, República Checa
  • Juventude Comunista Portuguesa
  • União da Juventude Comunista Leninista da Federação Russa.
  • UJSÁRIO, Sahara Ocidental
  • Liga da Juventude Comunista da Jugoslávia, Sérvia.
  • União da Juventude Comunista da Síria – Khaled Bagdash
  • União da Juventude Socialista, Sri Lanka
  • União dos Estudantes Socialistas, Sri Lanka
  • Juventude Comunista Revolucionária, Suécia
  • Juventude Comunista da Suíça
  • Juventude Comunista da Turquia
  • Juventude Comunista da Venezuela

O Anúncio Comum continua aberto a subscrição de outras organizações

Common Announcement the Communist, Progressive and Anti-imperialist Youth organizations of the world

Solidarity with the Youth and the people USA

 The Communist, progressive and Anti-imperialist Youth Organizations, that sign this common announcement, we condemn the most recent criminal acts in the USA,  the brutal murder of  Afro-American George Floyd, by the police, and the violent repression and attempted criminalization of  the struggles against racism, injustices and social inequalities. These events have exposed once again the aggressiveness of the USA and its Trump administration in the offensive against the workers and the people of the United States.

The American youth are among the main victims of the successive administrations’ anti-people policies. The racist crimes, police violence and repression have never stopped. Moreover, millions have no home. They do not have access to school up until the highest levels of education. They do not have access to the most basic health care. They live on precarious and underpaid jobs. They are faced with serious social scourges, such as racism and discrimination. That’s why they protest. That’s why they resist.

The USA try to hide at every cost its decay and the dramatic situation lived by the people of the country by the epidemic outbreak of COVID-19 and by the inadequate measures of Trump’s administration, which have worsen the range of the social and economic consequences of the outbreak.

A situation which has come to expose capitalism’s nature and the social scourges by which it is responsible, including the enormous inequalities and injustices that mark the social reality of the USA – such as the lack of access to medical assistance or poverty – consequences of the politics of successive US administrations, serving the big capital.

Mired in its contradictions, the US – but also most of the Western “liberal democracies” – rely increasingly on purely repressive means to try to control popular discontent, leading in an aggravation of police brutality. Racism and discrimination are further reinforced, in the aim of dividing working people, fueling even more police violence. 

The situation experienced in the USA has come to expose the capitalist system and its exploitative, oppressive, predatory and aggressive nature more clearly, as well as the role of north-american imperialism, which seeks at all costs to face its decline and the  crisis of the capitalism, imposing, in articulation with its NATO and EU allies, aggression, interference and war against peoples and countries.

The world’s problems have no solution in the capitalist system and are aggravated by the offensive of imperialism, particularly the USA, and the deepening of its contradictions as exposed by the epidemic outbreak of COVID-19.

The solution is to reinforce the anti-imperialist struggle, for peace, for the sovereignty of the peoples, for the rights of the workers, the people and the Youth,  the struggle for the revolutionary overcoming of the capitalist system – for socialism,  that remains necessary and timely.

We reaffirm our solidarity with the youth, the workers and the people of the USA and particularly with the young communists, who are today struggling against the Trump administration and who, facing all kinds of attacks on their rights, keep the struggle alive for a different society.

In capitalism we can’t breathe!

For the solidarity of all the youth and the peoples!

For the anti-imperialist fight!

  • Federation of Communist Youth, Argentina
  • Communist Youth of Austria
  • Bangladesh Youth Union
  • COMAC, Belgium
  • Communist Youth Union, Brazil
  • Socialist Youth Union, Brazil
  • Young Communist League of Britain
  • Youth organization of the African Party of independence of Cape Verde
  • Commnist Youths of Chile
  • Colombian Communist Youth
  • Young Socialists of the Socialist Workers Party of Croatia
  • United Democratic Youth Organization, Cyprus
  • Communist Youth Union, Czech Republic
  • Youth Communists of Denmark
  • Young Communists Movement of France
  • Socialist German Workers Youth
  • Communist Youth of Greece
  • All India Youth Federation
  • All India Students Federation
  • Tudeh Youth of Iran
  • Young Communist Youth Of Israel
  • Italian Communist Youth Federation
  • Front of the Communist Youth, Italy
  • Young Communists, Italy
  • Communist Youth of Mexico
  • Federation of Young Communists, Mexico
  • National Youth Federation Nepal
  • Communist Youth Movement of the Netherlands
  • Peruvian Communist Youth
  • Communist Youth Of Peru-Patria Roja
  • Portuguese Comunist Youth
  • Leninist Communist Youth Union of the Russian Federation
  • Young Communist League of Yugoslavia, Serbia
  • UJSÁRIO, Western Sahara
  • Young Communist League of South Africa
  • Communist Youth Union of Spain
  • Collectives of Young Communists, Spain
  • Communist Youth of the Peoples of Spain
  • Communist Youth of Catalonia
  • New Galiza, Youth of the Galician Nacionalist Bloc
  • Socialist Youth Union, Sri Lanka
  • Socialist Students Union, Sri Lanka
  • Revolutionary Comunist Youth, Sweeden
  • Communist Youth of Switzerland
  • Syrian Communist Youth Union- Khaled Bagdash Youth
  • Communist Youth of Turkey
  • Young Communist League of CPUSA
  • League of Young Communists USA
  • Communist Youth of Venezuela

The common Announcement is open to other subscriptions.

Desde 1988, são apenas 100 as empresas responsáveis por 71% das emissões de gases de efeito de estufa.

Por outro lado, a tentativa de penalizar os comportamentos individuais, responsabilizando o indívíduo em detrimento dos grandes grupos económicos, tem sido a estratégia dos centros do capital a propósito de problemas ambientais.

Partindo de problemas que o próprio sistema cria, tentam inverter o ónus da degradação ambiental e a responsabilidade da sua resolução e com isto criar ainda novas estratégias para a acumulação capitalista e aprofundar injustiças.

A fiscalidade dita verde assenta na lógica de que quem pode comprar bens ou serviços menos poluentes, paga menos taxa, quem não pode, paga mais. São, portanto, as camadas mais empobrecidas a pagar pelos grandes grupos económicos.

A questão ambiental não se resolve actuando sobre o consumo, com produtos verdes ou apelando à redução do consumo dito não-verde numa sociedade consumista. A resposta é política e social, não tecnológica e individual.

Sob a etiqueta “verde”, servem-se para favorecer processos de concentração de riqueza e não para resolver os problemas da humanidade. É realmente urgente, além da acção individual de cada um,uma outra resposta. Uma outra política de gestão de recursos de desenvolvimento científico e produção ao serviço dos interesses das populações e do país.

Muitas são as tentativas de aplicar o capitalismo à natureza, tentando apresentá-lo como sistema natural, inevitável e/ou reformável. NÃO É!

Com os mecanismos aplicados e apresentados como derradeira solução, como o mercado de carbono, por exemplo, uma grande empresa emissora de CO2, para ganhar créditos de emissão, poderá investir na criação de uma monoprodução florestal num país em desenvolvimento: continua a emitir e destroi, por cima, a floresta autóctone e a biodiversidade.

A mercantilização da natureza é mais um instrumento que o capitalismo utiliza para favorecer os processos de concentração e acumulação de riqueza, com a máscara de defender o ambiente. Os mecanismos implementados, muitas vezes resumidos a mera operação propagandística, não visam a resolução dos problemas ambientais E assume-se a lógica do pagar para poluir,  coloca-se a capacidade da Terra reciclar carbono nas mãos das mesmas corporações que estão a delapidar recursos e a degradar o ambiente, apaga-se a responsabilidade histórica dos países industrializados e divide-se a factura com os chamados países em desenvolvimento, limitando-os e e potenciando a dominação imperialista dos seus recursos.

A realidade confirma a necessidade de um sistema que racionalize a utilização de meios e recursos, para que sejam colocados ao serviço da sociedade.

A alternativa não está no sistema capitalista!

E nunca esquecendo que a situação a necessidade de um sistema que racionalize a utilização de meios e recursos, para que sejam colocados ao serviço da sociedade, é necessário apontar objectivos a curto e médio prazo como:

  • Diminuição da dependência dos combustíveis fósseis, que hoje satisfazem 80% da necessidades energéticas globais.
  • Valorizando o transporte público

  • Investindo no desenvolvimento cientÍfico-tecnologico de alternativas energeticas de dominio publico

  • Defender e recuperar os ecossistemas naturais

  • Defender a produção local, reduzindo a amplitude dos ciclos de produção e consumo, travar a liberalização do comércio mundial, diminuindo o consumo energético e de emissão de gases com efeito de estufa e com graves consequências no plano económico e social.

  • Garantindo ao Estado Central os meios materiais e humanos para a defesa zonas ecológicas sensíveis e das áreas protegidas – forma de combater a desertificação e o despovoamento

  • Combater a destruição ambiental ao sabor dos grandes interesses privados

TEMA, EDIÇÃO Nº 358 – JAN/FEV 2019

A Natureza e a ofensiva ideológica

por VLADIMIRO VALE

«Os capitalistas, tendo prontamente concluído que a poluição do ambiente traz o perigo de convulsões sociais, estão insistentemente a tentar – não sem sucesso – transformar o perigo em sua vantagem». «A Causa da protecção ambiental que é benéfica a todos fornece aos capitalistas novas oportunidades de roubar as massas.»

Cantinas Amarelas: novo conceito, o mesmo problema

06 de Março 2019 Coimbra

No dia 26 de Setembro de 2018 a JCP lançou um comunicado exigindo explicações sobre o modo de reabertura das Cantinas Amarelas, com a exigência, entre outras, de que estas tivessem refeição social. Estas cantinas reabriram no passado dia 28 de Fevereiro, e, apesar de um abaixo-assinado promovido pelos estudantes da Universidade de Coimbra, que contou com mais de 800 assinaturas, é agora certo de que não terá prato social. Isto só demonstra a falta de vontade e/ou incapacidade da UC de atender às necessidades dos estudantes.

Apesar da importância da reabertura destas cantinas, o problema das longas filas e longos tempos de espera manter-se-á, pois não existirá a refeição mais completa e mais barata, de que os estudantes mais precisam.

Mesmo persistindo o problema do subfinanciamento da Acção Social Escolar (ASE), graças às políticas de sucessivos governos PS, PSD e CDS, o mínimo que se exige à UC é que resolva de facto o problema essencial da falta de cantinas. Não só porque os estudantes e suas famílias carregam em si muito do financiamento do Ensino Superior (através das propinas, taxas e emolumentos), mas porque estudar com qualidade é um direito fundamental de todos, a UC deverá encontrar condições para que as Cantinas Amarelas tenham refeição social, pois só assim se começará a atenuar o problema gritante das filas e tempos de espera para almoçar.

A JCP apela à continuação da luta dos estudantes pela existência de prato social nas Cantinas Amarelas, e pela requalificação e abertura das cantinas encerradas

Direcção da Organização do Ensino Superior de Coimbra da JCP