Editorial AGIT n.º 120

A JCP estará sempre com a juventude portuguesa na luta pelos valores de Abril, da paz, democracia, progresso e a justiça social. Trabalhamos e lutamos pela construção de uma nova sociedade onde não mais haja exploração do Homem pelo Homem.

Saímos da Festa do Avante!, que este ano se estendeu à Quinta do Cabo da Marinha, que hoje é da Festa!, com a natural alegria que caracteriza o nosso colectivo partidário, com a consciência da grande realização que se expressa na extraordinária iniciativa de massas que é a nossa Festa, a Festa da juventude e do todo o povo português e que nasce da imaginação e do trabalho dos seus construtores.

É hábito, ao falar da Festa!, dizer que «não há festa como esta» e assim é porque, há 40 anos que a iniciativa político-cultural do PCP não tem paralelo em Portugal. A Festa da cultura, do nosso e de outros países, da música, das artes, da ciência, do desporto e da luta. A Festa! que dá força à nossa luta de todos os dias e onde os sonhos são compromisso de vida.

O ano lectivo 2016/2017 começa marcado pela persistência de problemas nas escolas e faculdades. O novo quadro político, com a derrota do PSD/CDS e com a alteração da correlação de forças na Assembleia da República, conquistado com a luta dos estudantes e dos trabalhadores, trouxe algumas alterações, ainda que limitadas, como são exemplo a introdução da gratuitidade dos manuais escolares no 1.º ano e a perspectiva do seu alargamento, o fim dos exames nacionais no 4.º e 6.º ano.

Desde o início do ano lectivo, assistimos a diversas acções de luta por todo o país, dos estudantes e dos trabalhadores, que não se vergam e não desistem sempre convictos da justiça das suas reivindicações e da capacidade e da potencialidade transformadoras da sua luta.

País fora, o dia 10 de Novembro foi marcado, nas escolas do Ensino Básico e Secundário, com luta em defesa da Escola Pública de Abril. Os estudantes saíram à rua reivindicando o tão necessário financiamento para a resolução dos problemas das escolas: turmas muito grandes, devido à falta de professores, faltam funcionários, são necessárias obras, os preços dos materiais e dos manuais escolares continuam muito elevados.

Também os estudantes do Ensino Superior se fizeram ouvir, um pouco por todo o país, no passado dia 17 de Novembro. Face ao aumento do custo do prato social, que em algumas universidades chegaram aos 15 cêntimos este ano lectivo, exigiram o reforço da Acção Social Escolar, contra a insuficiência de cantinas e bolsas, pela urgência de investimento no Ensino Superior.

Comemorámos o 37.º aniversário da Organização Revolucionária da Juventude portuguesa, a JCP. São mais de três décadas ao lado da juventude portuguesa a lutar pela concretização dos seus anseios e aspirações e pela resolução dos seus problemas.

A JCP estará sempre com a juventude portuguesa na luta pelos valores de Abril, da paz, democracia, progresso e a justiça social. Trabalhamos e lutamos pela construção de uma nova sociedade onde não mais haja exploração do Homem pelo Homem.

Conquistar o Presente, Construir o Futuro – É pela Luta que lá vamos!

Está convocado para os dias 1 e 2 de Abril de 2016 o 11.º Congresso da JCP, momento alto da organização revolucionária da juventude, o qual se realiza no Fórum Luísa Todi, em Setúbal.

Na sua preparação, construção e divulgação, não fechamos para Congresso. Vamos construí-lo com a juventude portuguesa, ligando-o à sua vida, às suas aspirações e anseios e à luta de todos os dias pela concretização plena de todos os direitos e pelos valores de Abril no futuro de Portugal.

São muitas dificuldades com que a juventude portuguesa se confronta, como a precariedade e os baixos salários, o desemprego e os ataques à contratação colectiva, como a destruição da Escola de Abril com a elitização do ensino, com um ensino sustentado em exames e não numa avaliação contínua e justa, os custos com a educação como as propinas ou os manuais escolares, assim como o ataque à democracia nas escolas com o RJIES e o impedimento de reuniões gerais de alunos, assim como ingerência de direcções de escolas nos processos de constituição e nas actividades das Associações de Estudantes. Ainda a difícil mobilidade que decorre da degradação do serviço público de transportes, a elitização da produção e fruição cultural, e os muitos entraves que os jovens têm em organizar-se e a associar-se com burocracias que impedem ou complicam a vida associativa dos jovens. A tudo isto tem havido mobilização e resposta com a luta, desde lutas concretas para resolver problemas mais imediatos, como lutas que reivindicam propostas de fundo. Lutas estas travadas sob uma profunda e agressiva ofensiva ideológica, a qual tem como especial alvo a juventude, para que esta não aja perante a inquietação e para que esta se conforme e não se organize. Todavia, está também demonstrado que convivemos com potencialidades de avanço e de recuperação e conquista de direitos, que não podemos desperdiçar. É pois a luta da juventude que assume aqui ser o elemento decisivo para ser ir tanto mais longe quanto o possível no imediato – sempre com vista aos nossos objectivos de fundo – e o nosso Congresso dará resposta a cada uma das questões colocadas.

Propomo-nos assim construir o nosso Congresso, o qual terá expressão na discussão dos colectivos e organismos e com cada militante e será integrado com todas as outras tarefas que temos em mãos, tais como dar expressão aos 55 anos do Dia do Estudante e aos 70 anos do Dia da Juventude, assim como contribuir para o sucesso do Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes que se realiza em Sochi, Rússia. Trabalharemos para o reforço da JCP e do Partido e por isso propomo-nos contactar com centenas de milhar de jovens em todo o país, garantindo que 1000 serão envolvidos no trabalho da organização e de construção do Congresso e de que alcançaremos os 500 recrutamentos.

A JCP, a organização do Partido da juventude, tem profunda confiança na juventude portuguesa e nas possibilidades que a sua luta e empenho podem trazer para o nosso país. Será com o contributo da luta da juventude que alcançaremos os nossos objectivos, que construiremos um Portugal melhor, mais justo, que construiremos uma política patriótica e de esquerda, com vista à Democracia Avançada, o Socialismo e o Comunismo.

Acampamento pela Paz 2016

Jovens de todo o país em defesa da paz

Nos dias 29, 30 e 31 de Julho, Silves recebeu a 6.º edição do Acampamento pela Paz, organizado pela Plataforma 40×25, da qual a JCP faz parte. O mote foi a celebração dos 40.ª Aniversário da Constituição da República Portuguesa. Assim, no Monte Parque, centenas de jovens vindos de todo o país, marcaram mais uma edição de luta e convívio assente nos valores de Abril. Logo para começar, foram exibidas curtas metragens contra o racismo e xenofobia. A noite prosseguiu animada com o Dj Sunlise.

Sábado ficou marcado por diversas actividades, como um torneio de vólei que afirmou a importância e o direito ao desporto para todos. Assistiu-se a uma demonstração de ginástica dos jovens da Casa do Povo de São Bartolomeu de Messines; um workshop de Jogo do Pau única arte marcial Portuguesa; um workshop de televisão, permitindo os jovens conhecer o mundo das televisões, uma visita à cidade de Silves.

O debate, que contou com a presença DSC_0465de Mário Cunha, advogado convidado, que abriu a discussão realçando a importância do fim da NATO,  resumindo ainda as causas das crises e guerras no Médio Oriente. Helena Casqueiro, da JCP, destacou a importância da juventude na conquista da CRP.

Um dos momentos altos deste acampamento foi o desfile, em que muitas vozes se juntaram para gritar a necessidade de promover a paz, defender os direitos, acabar com a nato e as agressões aos diversos povos.

Seguiram-se os concertos dos Twenty Fourteen, Tiago Pinheiro, Domi e Dezman, que aproveitou para apresentar musicas do seu novo trabalho «Shaolin Caixaguense», os concertos terminaram com a banda de covers Zeca e os Pelintras, terminado em grande a noite. A Plataforma aproveitou o momento para, na sua intervenção realçar a importância da luta pelos valores da paz, destacando o papel importantíssimo que a  Constituição da República Portuguesa tem para a sua defesa, bem como para a defesa dos direitos dos jovens, quer seja a educação, o trabalho, a saúde e o tempo livre. Durante o acampamento realizou-se também uma reunião com diversas organizações juvenis, com a perspectiva  de ser criado um comité nacional preparatório (CNP) para o 19.º Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes (FMJE), festival que se realizará em 2017 em Sochi, na Rússia.

O convívio no espírito da paz conDSC_0555tinuou no domingo com workshop de fornos solares e muitos mergulhos.

Esta acampamento demonstra que a paz, a solidariedade e os direito conquistados por Abril, são valores bem presentes na vida da juventude, que está e estará sempre na linha da frente na luta pela sua defesa.