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“Se deu na televisão, então deve ser verdade”

A maior parte dos jovens que encontramos à porta de uma escola ou local de trabalho quando fazemos uma acção de contacto tem, à partida, uma ideia mais ou menos formada sobre aquilo de que vamos falar: as suas condições de vida, as condições da sua escola, as suas condições de trabalho, as suas perspectivas, e as razões que explicam o estado a que isto tudo chegou. Essa ideia é baseada, sobretudo, nos anos de informação que lhe foi veiculada através das televisões e dos jornais, da escola e dos manuais, todos instrumentos de que esperam isenção e seriedade.

Está fora de questão, portanto, partirmos do princípio que nos vão vão ouvir com neutralidade. Os nossos argumentos, a análise que fazemos e as responsabilidades que apontamos, não têm tempo de antena. A imprensa e as editoras têm donos, donos que pertencem a uma elite económica que pretende manter e consolidar os seus privilégios. Eles percebem, portanto, a importância que tem a manipulação das ideias para condicionar a acção das pessoas, para que desta forma sejam salvaguardados os seus interesses.

Nos últimos quatro anos, com a política de austeridade iniciada pelo governo PS e seguida pelo governo PSD/CDS, essa manipulação, que de resto sempre existiu, foi significativamente agravada. Tratava-se de nos fazer acreditar que a crise era culpa dos trabalhadores – que ‘viveram acima das suas possibilidades’ – e que todos deveríamos fazer sacrifícios para dela sair.livro

Actualmente, com um governo PS que, com o papel determinante do PCP, abre caminho a uma reposição de direitos e rendimentos, ainda que limitada, todos os meios são poucos para levar os trabalhadores a retirar o seu apoio a esta solução política e a dissuadi-los de lutar por maiores avanços.

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Pela valorização e dignificação do Ensino Profissional

A dignidade do Ensino Profissional tem sofrido duros golpes por parte do governo da política de direita.

É clara a política dos sucessivos governos de não investimento na criação de escolas profissionais públicas, atirando para privados a criação de escolas para este ensino. A realidade demonstra que entidades privadas não têm, nem terão como prioridade a qualidade a dignidade do ensino, nem tão pouco o delinear de políticas educativas que melhor possam servir o desenvolvimento no nosso país. Hoje existem cada vez mais estudantes a optar pelo ensino profissional, condicionados por dificuldades económicas e sociais, procuram aceder ao mercado de trabalho com a maior urgência.

Os problemas que os estudantes do ensino profissional enfrentam por decisões políticas, por parte de sucessivos Governos são o pagamento de propinas, o pagamento de materiais escolares, recuperações de módulos, fardas e do passe escolar. Sendo os custos cada vez mais caros, os estudantes não os conseguem suportar e este é um factor que condiciona os sonhos e aspirações dos estudantes, seja na opção por um curso profissional em detrimento do ensino regular, seja na elitização a que assistimos na frequência de determinadas escolas profissionais que têm custos demasiado elevados impossibilitando muitos jovens de escolherem áreas, como a fotografia, o design ou a multimédia.

Outro dos grandes problemas que o profissional enfrenta é o tipo de formação que é dada, pois é virada para o mundo de trabalho e para criação de mão-de-obra disponível, acrítica e de baixos salários, mais sujeita à exploração, em detrimento de uma formação mais completa dos estudantes, não dando formação adequada, pondo disciplinas como Português, Inglês, Matemática e outras de parte tirando a componente teórica.

Os estudantes do Ensino Profissional lutam pela dignificação do de Ensino. A JCP defende a dignificação do Ensino Profissional enquadrando esta exigência na luta pela Educação Pública, Gratuita e de Qualidade para Todos. No Ensino Profissional exige-se, exigimos, mais financiamento, o fim das propinas; horários menos sobrecarregados; a existência de uma formação integral que valorize mais os programas que os estudantes usufruem no Ensino Profissional o fim das desigualdades de acesso ao Ensino Superior; o alargamento do pagamento de subsídios e apoios a mais estudantes; mais apoios para os estágios.

Os estudantes do Ensino Profissional lutam ainda para o que haja democracia nas escolas profissionais,e para isso enfrentam a batalha  pela criação de mais Associações de Estudantes, que defendam os seus direitos.

A intervenção diária dos estudantes comunistas do Ensino Profissional tem um importante papel para a dinamização desta luta e para a organização dos estudantes em torno das suas reivindicações.

Escola Profissional de Moura

Na Escola Profissional de Moura decorreu um abaixo-assinado onde os alunos exigiram o direito ao transporte e a reposição do passe escolar. Reivindicação que une os estudantes de todo o país mas que aqui tem grande alcance devido às dificuldades existentes no Alentejo, particularmente em Beja. Os alunos residentes a 50 km ou mais da escola têm direito a transporte e subsídio, mas os alunos residentes a menos de 50 km da escola, que também passam dificuldades no deslocamento para a mesma, não têm.

A recolha de assinaturas para este abaixo-assinado foi dificultada pelo facto de muitos colegas estarem em formação de contexto laboral, tendo poucas aulas na escola. Por isso, foi realizado um mapa de recolha de assinaturas e assim conseguimos ir ao encontro dos alunos que estavam em estágio.

Os alunos desta escola encontram-se também em processo de realização a constituição de uma Reunião Geral de Alunos que visa a formação de uma Associação de Estudantes que englobe todos os estudantes da escola.

Escola Profissional da Vidiguera

Na Escola Profissional da Vidigueira debate-se com uma importante luta pela retirada dos telhados de amianto. É um problema que diz respeito a todos: desde professores, funcionários e alunos.

Outro problema presente neste escola é a desigualdade entre os estudantes, visto que apenas os que residem no concelho da Vidigueira têm acesso aos manuais, que são atribuídos pela Câmera Municipal. Os estudantes sabem que é ao Governo que cabe o investimento necessário para que todos os estudantes, independentemente do seu concelho de origem e das suas dificuldades sócio-económicas, tenham direito a manuais escolares gratuitos, por isso têm lutado nesta e noutras escolas. Pelo direito à educação pública, gratuita e de qualidade, para todos.

Actualmente, está a ser desenvolvido um boletim do colectivo de escola da JCP referindo este problemas para que os alunos tomem consciência sobre este assunto e tomem uma decisão em relação a este problema.

Nós, alunos do ensino profissional, também temos direitos! Vamos continuar a Lutar!

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Campanha nacional

“Aumento?! Só se for no financiamento”

O início do ano letivo fica marcado por mais um ataque ao Ensino Superior Público, reflexo do subfinanciamento que atira as instituições para uma situação de asfixia financeira. Desta feita, os estudantes enfrentam um aumento no preço da senha de refeição nas cantinas universitárias. Este aumento vem corresponder no exacto ao Despacho n.º 22 434/2002, que indexa o preço mínimo de refeição a 0,5% do salário mínimo nacional, fixando-se o preço nos 2,65€, na maioria das Instituições de Ensino Superior. Uma medida mais justa para os estudantes, seria a indexação do valor das senhas ao IAS (Indexante de Apoios Sociais), que é usado na atribuição de bolsas.

Os serviços de ação social configuram-se um mecanismo essencial para que milhares de estudantes tenham condições de ingresso e frequência no ensino superior. Os sucessivos cortes neste mecanismo são consequência da política de direita levada a cabo pelos sucessivos governos de PSD, CDS e PS. Estes cortes têm impacto direto na degradação das condições materiais e humanas das instituições e os exemplos são muitos: o encerramento de cantinas por incapacidade de realizar obras de manutenção, o aumento do preço da refeição, a degradação das condições materiais das residências, a insuficiência do número de quartos face ao número de estudantes bolseiros de Ação Social Escolar e deslocados.

Face a estas dificuldades os estudantes responderam com uma campanha nacional, “Aumento?! Só se for no Financiamento”, com quinze dias de luta pelos quinze cêntimos de aumento, circulando por todo o país um abaixo-assinado onde se exige: o congelamento imediato do preço do prato social no valor anterior a 1 de outubro, em todas as instituições do Ensino Superior, com vista à redução preço do prato social ainda no presente ano letivo, o reforço da Acção Social Escolar e o reforço do financiamento do Ensino Superior, de modo a suprir as necessidades das instituições e dos estudantes.

O entendimento sobre esta matéria é um só: se nenhum direito foi oferecido aos estudantes, mas sim uma conquistado, a hora é de união e de luta para impedir este aumento.

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