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Campanha nacional

“Aumento?! Só se for no financiamento”

O início do ano letivo fica marcado por mais um ataque ao Ensino Superior Público, reflexo do subfinanciamento que atira as instituições para uma situação de asfixia financeira. Desta feita, os estudantes enfrentam um aumento no preço da senha de refeição nas cantinas universitárias. Este aumento vem corresponder no exacto ao Despacho n.º 22 434/2002, que indexa o preço mínimo de refeição a 0,5% do salário mínimo nacional, fixando-se o preço nos 2,65€, na maioria das Instituições de Ensino Superior. Uma medida mais justa para os estudantes, seria a indexação do valor das senhas ao IAS (Indexante de Apoios Sociais), que é usado na atribuição de bolsas.

Os serviços de ação social configuram-se um mecanismo essencial para que milhares de estudantes tenham condições de ingresso e frequência no ensino superior. Os sucessivos cortes neste mecanismo são consequência da política de direita levada a cabo pelos sucessivos governos de PSD, CDS e PS. Estes cortes têm impacto direto na degradação das condições materiais e humanas das instituições e os exemplos são muitos: o encerramento de cantinas por incapacidade de realizar obras de manutenção, o aumento do preço da refeição, a degradação das condições materiais das residências, a insuficiência do número de quartos face ao número de estudantes bolseiros de Ação Social Escolar e deslocados.

Face a estas dificuldades os estudantes responderam com uma campanha nacional, “Aumento?! Só se for no Financiamento”, com quinze dias de luta pelos quinze cêntimos de aumento, circulando por todo o país um abaixo-assinado onde se exige: o congelamento imediato do preço do prato social no valor anterior a 1 de outubro, em todas as instituições do Ensino Superior, com vista à redução preço do prato social ainda no presente ano letivo, o reforço da Acção Social Escolar e o reforço do financiamento do Ensino Superior, de modo a suprir as necessidades das instituições e dos estudantes.

O entendimento sobre esta matéria é um só: se nenhum direito foi oferecido aos estudantes, mas sim uma conquistado, a hora é de união e de luta para impedir este aumento.

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