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Dia Nacional da Juventude

Dia de luta com passado, presente e futuro!_MG_4463

Nas mais difíceis condições e sob diferentes tipos de ataques, a juventude nunca ficou calada e teve sempre um papel central na luta pela mudança da sociedade. Hoje, como no passado, a juventude está presente e não desarma.

Este ano o Dia Nacional da Juventude foi assinalado no dia 31 de Março com uma manifestação convocada pela Interjovem/CGTP-In e que contou com a presença de milhares de jovens trabalhadores.
Vindos de todos os pontos do País, os jovens exigem que se apliquem medidas que ponham um fim ao flagelo social da precariedade, bem como aumentos salariais que permitam ter perspectivas de construir um futuro no nosso país, a redução progressiva dos horários de trabalho para as 35 horas semanais para todos os trabalhadores, taxar mais quem realmente pode pagar mais impostos e aliviar a carga fiscal sobre os trabalhadores. Paralelamente, exigem o desenvolvimento da produção nacional e a economia, em todos os sectores, e a criação de postos de trabalho com direitos.

28 de Março, dia histórico da resistência da juventude

O Dia Nacional da JuveDSC_0689ntude tem uma história que vem dos tempos da longa noite fascista, quando o MUD Juvenil organizou um acampamento em Bela Mandil, no Algarve, a 28 de Março de 1947.
Em resposta às exigências de liberdade e democracia, o regime fascista respondeu com violência e prisões. A partir de então, a juventude portuguesa não deixou de comemorar o dia em luta.

A luta é a solução!

Nas mais difíceis condições e sob diferentes tipos de ataques, a juventude nunca ficou calada e teve sempre um papel central na luta pela mudança da sociedade. Hoje, como no passado, a juventude está presente e não desarma. Ficar na expectativa nunca resolveu os problemas que enfrentamos, por isso, vamos à luta, que só a luta traz futuro para a juventude!

Partido Comunista Português | 95 anos de luta e resistência

Foi, a 6 de Março de 1921 que nasceu o Partido Comunista Português. Diferentemente de outros partidos comunistas que nasceram de cisões de partidos socialistas ou social-democratas, o PCP emergiu do sindicalismo revolucionário e do anarco-sindicalismo, sob influência dos ventos libertadores da Revolução de Outubro de 1917, tendo desde o início uma forte ligação ao movimento operário português e às organizações sindicais de massas.

Mesmo com o golpe de Estado de 28 de Maio de 1926 e o regime fascista que se lhe seguiu o PCP não cessou a actividade – de resto foi o único partido português a resistir e a lutar contra o fascismo até ao fim. Na clandestinidade os militantes comunistas deram provas da sua capacidade de organização, de abnegada militância, tendo muitos dado a própria vida na luta pela liberdade.

Foi determinante o contributo do PCP para o desenvolvimento das grandes lutas dos trabalhadores e do povo contra o fascismo, pela democracia e a liberdade. Lutas travadas nas mais duras condições, enfrentando a repressão do regime fascista. Foi também fundamental o papel do PCP na construção de unidade entre todos os democratas e anti-fascistas, participando e dinamizando espaços de convergência, de que são exemplos maiores o MUNAF, o MUD e as candidaturas de Norton de Matos e Humberto Delgado, entre outros. O Avante! – órgão central do PCP fundado em 1933 – foi também importantíssimo para divulgar junto dos trabalhadores e do povo as lutas de massas, o projecto do PCP, a realidade internacional e nacional, naquele que foi o jornal que, em todo o mundo, mais tempo resistiu de forma ininterrupta à censura fascista.

Para que o PCP cumprisse esse papel de vanguarda, foi essencial a definição de orientações correctas para a luta. Os vários Congressos do PCP, realizados em condições de clandestinidade, foram importantes momentos de discussão colectiva, tendo especial importância o VI Congresso do PCP (1965) que, tendo por base o relatório de Álvaro Cunhal “Rumo à Vitória!”, definiu as tarefas do Partido na luta contra o fascismo. A definição da via para o derrubamento do fascismo como uma revolução democrática e nacional – etapa e parte constituinte da luta pelo socialismo em Portugal – foi determinante para a acção do PCP nos anos que se seguiram, vindo a confirmar o acerto dessa orientação pelo 25 de Abril e as características dessa revolução libertadora.

A revolução do 25 de Abril e todo o período que se segue comprova o papel determinante e insubstituível do PCP, a sua ligação ao povo e aos trabalhadores e o prestígio que tem junto destes – desde logo comprovado com as conquistas de Abril, de direitos e liberdades, a promulgação da Constituição da República Portuguesa. Também é reconhecido o seu papel de defesa das conquistas de Abril e dos direitos dos trabalhadores perante as ofensivas do processo contra-revolucionário, agravado pela integração capitalista na UE.  Procurando sempre dar resposta aos anseios dos trabalhadores e do povo, o PCP tem um intenso trabalho institucional desenvolvido não só na Assembleia da República, como também no Poder Local, nas autarquias, e também no Parlamento Europeu. Mas, acima de tudo, o PCP tem como prioridade o desenvolvimento da luta de massas, porque só a luta pode defender, repor e conquistar direitos.

Em todas as circunstâncias este é o compromisso do PCP: sempre com os trabalhadores e o povo, pela democracia e pelo socialismo!

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No tempo de Salazar é que não era bom

Havia Respeito?

  • Desde a proibição de Partidos, à censura, até ao impedimento de todas as liberdades (associação, reunião e manifestação), havia opressão, havia medo, havia tortura e mortes. Respeito? Não! Apenas no Tarrafal, estiveram
    340 antifascistas que somaram entre
    eles dois mil anos, onze meses e cinco dias de cárcere e tortura, onde apenas
    lá foram 32 assassinados;

Os cofres estavam cheios de ouro? Justiça?

  • Ora se Salazar mandou enviar os pedintes para os meios rurais e proibiu o povo de andar descalço e mendigar, era porque havia miséria, desemprego, fome;
  • Esta subnutrição e miséria, levavam a que a esperança média de vida nos homens fosse entre os 36 e os 39 anos, das mortes (grandemente evitáveis) 30% do total devia-se a tuberculose, o Orçamento para a Saúde Pública estabelece-se em 1,2 escudos para cada cidadão e o número de camas de hospitais é de 24 para cada 10 000 habitantes, metade do país vive sem electricidade e a maioria das pessoas não tem saneamento e água potável, a iliteracia ronda os 80%;
  • O Regime estava subjugado ao capital estrangeiro (Inglaterra, EUA, etc), permitindo concessões ruinosas para a economia nacional, por exemplo entregava-se ao controlo britânico a produção e comércio externo de conservas, cortiça, resinas, etc;
  • Cerca de metade de todos os investimentos do Estado dividiam-se entre as despesas militares e despesas para assegurar o aparelho repressivo;
  • Em 44-45 dos já poucos que não sendo filhos da grande burguesia, conseguiam aceder ao ensino superior, milhares são afastados com a subida de 500% da propina;
  • As mulheres e os jovens ganhavam em média menos 50% realizando o mesmo trabalho. O funcionamento do país, lei após lei apenas faziam legal o roubo, o roubo da dignidade, da alimentação, da saúde, do trabalho, do salário, tornava legal e moralmente exaltante a exploração do homem pelo homem, o machismo, o racismo e o anti-comunismo.
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